. A defesa contra o ophidismo. As cobras só tem o veneno na glândula especial e só podem inoculal-o por meio dos dentes apropriados para tal fim. Não ferem com a lÃ-ngua, nem com a cauda, como erroneamente se ouve algumas vezes da gente do povo. O contacto das escamas das cobras, quer das venenosas, quer das inoftensivas, com qualquer parte do corpo do homem não produzem mal algum, nem mesmo o ço- brciro, nome peio qual são designados certos erythemas qtie o povo attribue erronea- mente a passagem, ou ao contacto directo oti indirecto do corpo, de uma cobra. Na Ã-ndia e em outros paiz

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. A defesa contra o ophidismo. As cobras só tem o veneno na glândula especial e só podem inoculal-o por meio dos dentes apropriados para tal fim. Não ferem com a lÃ-ngua, nem com a cauda, como erroneamente se ouve algumas vezes da gente do povo. O contacto das escamas das cobras, quer das venenosas, quer das inoftensivas, com qualquer parte do corpo do homem não produzem mal algum, nem mesmo o ço- brciro, nome peio qual são designados certos erythemas qtie o povo attribue erronea- mente a passagem, ou ao contacto directo oti indirecto do corpo, de uma cobra. Na Ã-ndia e em outros paiz
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. A defesa contra o ophidismo. As cobras só tem o veneno na glândula especial e só podem inoculal-o por meio dos dentes apropriados para tal fim. Não ferem com a lÃ-ngua, nem com \ a cauda, como erroneamente se ouve algumas vezes da gente do povo. O contacto das escamas das cobras, quer das venenosas, quer das inoftensivas, com qualquer parte do corpo do homem não produzem mal algum, nem mesmo o ço- brciro, nome peio qual são designados certos erythemas qtie o povo attribue erronea- mente a passagem, ou ao contacto directo oti indirecto do corpo, de uma cobra. Na Ã-ndia e em outros paizes Asiáticos ha uma casta de indivÃ-duos que preten- dem exercer uma espécie de fascinação sobre as serpentes. Dão espectáculos, cau- sando admiração na assistência, a habilidade com que lidam com as espécies mais pe- rigosas. Taes indivÃ-duos conhecem muito bem os hábitos d'estes animaes e é graças ao estudo acurado d'esses hábitos e a longa praticado mister de encantadores de ser- pentes que elles conseguem muitas vezes fazer crer no seu poder sobrenatural. Alguns arrancam os dentes inoculadores das cobras antes de se exporem ao perigo; outros mais afoitos deixam de tomar essa precaução, e acabam quasi sempre por serem mortalmente picados em uma d'essas exibições. Entre nós apparecem, de vez em quando, d'esses mágicos, quer nacionaes, quer estrangeiros. Uns fazem exibições publicas, outros são mais modestos, preferem a fama de feiticeiros, graças a nina ou outra exibição particular. Quasi sempre estes indivÃ-duos acabam victimas da sua imprudência e da sua ignorância. Em Batataes 0 Dr. João Paulino Pinto, teve occasião de soccorrer um d'estes encantadores em 2° de Fevereiro de 190S o qual fora mordido por uma cascavel, quando exibia varias cobras em uru circo de cavallinhos. O Ur. Carlindo Valeriani, ex-ajudante d'este Instituto, teve occasião de prestar soccorms